Available services

Partilhar

Estribeiro-Mor D. Jaime de Melo

Record not reviewed.
Description level
Fonds Fonds
Reference code
PT/AHMOP/EM
Title type
Atribuído
Date range
1736 Date is certain to 1747 Date is certain
Dimension and support
1 u.i. (14 pt); 0,80 ml; papel
Extents
0 Metros lineares
Holding entity
Arquivo Histórico de Obras Públicas
Producer
Estribeiro-mor D. Jaime Álvares Pereira de Melo
Biography or history
Por Decreto de 20.7.1736 por que El Rei D. João V mandou separar a jurisdição das coudelarias da Junta dos Três Estados submetendo-a às ordens régias através do estribeiro-mor D. Jaime Álvares Pereira de Melo que pertencia aos Oficiais do Estado do Rei.

O Estribeiro-mor geria e superintendia o funcionamento das coudelarias, cavalariças reais, fornecendo os cavalos e éguas e as carruagens. Estavam-lhe subordinados os Moços da estribeira e os criados das estrebarias. Este fundo é composto por documentação referente à criação de gado equino, lista de cavalos e éguas; coutadas; culturas e pastos.

Um dos oficiais da Casa Real Portuguesa foi desde cedo o estribeiro-mor "oficio a cuja ordem estão os cavalos, coches e liteiras da Casa Real e a gente que serve neste ministério. Acompanha a El-Rei quando sai a cavalo, calça-lhe as esporas e ajuda-o a pôr-se a cavalo e apear-se. Quando El-Rei monta a cavalo, vai o Estribeiro-Mor atrás e, se sai em coche, vai no estribo direito". D. Jaime Álvares Pereira de Melo (1684-1749), foi estribeiro-mor de D. Pedro II e de D. João V, do Conselho de Estado e da Guerra, presidente da Mesa da Consciência e Ordens (1715-1731), entre outros cargos. Foi Estribeiro-mor de D. Pedro II e de D. João V, por carta de 8 de outubro de 1713. Nasceu em Lisboa a 1 de setembro de 1684, e faleceu na mesma cidade a 29 de maio de 1749. Presidente da mesa da Consciência e Ordens, em 9 de setembro de 1715; mordomo-mor da rainha D. Maria Ana de Áustria, nomeado em 13 de fevereiro de 1739, com a prerrogativa de preceder a todos os oficiais da sua casa; familiar do Santo Oficio, em 28 de janeiro de 1702, habilitando-se em 1 de dezembro deste ano pelo tribunal competente para professar na Ordem de Cristo, como cavaleiro; senhor das vilas, comendas, alcaidarias, privilégios, padroados, morgados, e mais bens que foram de seus pais pertencentes à casa de Cadaval, incluindo as datas dos oficiais de justiça e fazenda e apresentação dos ouvidores, para o que tinha um de sua casa, que sempre eram ministros togados de grande literatura.

D. Jaime de Melo recebeu o título de duque, vivendo ainda seu pai, por carta de 25 de abril de 1701. Foi 5.º marquês de Ferreira e 6.º conde de Tentúgal, declarado em 19 de dezembro de 1736. Na aclamação de D. João V foi o primeiro fidalgo que prestou juramento.

O duque de Cadaval casou duas vezes: a primeira, a 16 de setembro de 1702, com sua cunhada a duquesa D. Luísa, viúva do 2.º duque; a segunda a 12 de maio de 1739, com D. Henriqueta Júlia Gabriela de Lorena, filha de Luís de Lorena, príncipe de Lambesch. Do primeiro matrimónio não teve descendência, mas do segundo houve: D. Nuno, que foi o 4.º duque de Cadaval; D. Joana, que morreu criança; D. Margarida, que casou com o 5.º marquês de Marialva, e D. Luísa que casou com o 6.ºconde de S. Vicente.

O duque de Cadaval mandou construir um picadeiro na casa de campo de Pedrouços, onde pessoalmente trabalhava os cavalos por ser mestre na arte de cavalariado .

Um dos oficiais da Casa Real Portuguesa foi desde cedo o estribeiro-mor "oficio a cuja ordem estão os cavalos, coches e liteiras da Casa Real e a gente que serve neste ministério. Acompanha a El-Rei quando sai a cavalo, calça-lhe as esporas e ajuda-o a pôr-se a cavalo e apear-se. Quando El-Rei monta a cavalo, vai o Estribeiro-Mor atrás e, se sai em coche, vai no estribo direito". D. Jaime de Melo, 3º Duque de Cadaval, foi Estribeiro-Mor, no reinado de D. João V.

Scope and content
Por Decreto de 20 de julho de 1736,o Rei D. João V mandou separar a jurisdição das coudelarias da Junta dos Três Estados submetendo-a às ordens régias através do estribeiro-mor D. Jaime Álvares Pereira de Melo que pertencia aos Oficiais do Estado do Rei.

O Estribeiro-mor geria e superintendia o funcionamento das coudelarias, cavalariças reais, fornecendo os cavalos e éguas e as carruagens. Estavam-lhe subordinados os Moços da estribeira e os criados das estrebarias. Este fundo é composto por documentação referente à criação de gado equino, lista de cavalos e éguas; coutadas; culturas e pastos. O fundo é constituido por documentação referente à administração das coudelarias de Avis, Sintra, Cascais, Mafra, Évora, Guimarães, Moura, Pinhel, Pomba, Soure, Redinha, Portalegre, Torrão, Crato
Arrangement
Cronológico e geográfico por coudelarias
Conditions governing use
Reprodução para exposição, publicação e utilização comercial mediante autorização
Other finding aid
Ficheiro manual; inventário online
 
Lang=pt   Lang=